Fala-se no presente de limitar os ordenados dos gestores privados. Sim, dos privados. Com efeito, veio à atenção do público (público é a palavra que hoje se usa em vez de povo) que existe uma disparidade abissal entre o que ganham os gestores de topo e que ganha quem está na base da pirâmide.
Concordo! A distância entre o que ganham uns e outros pode ser chocante. Concordo que deve haver um esforço de aproximação entre os dois extremos. Do que discordo é que se nivele por baixo. E, mais do que discordar, não aceito que o Estado intervenha na gestão de empresas privadas, no valor de mercado dos gestores, na remuneração que cada empresa entende que deve dar a quem as dirige.
O Estado já tem muito com que se entreter dedicando-se à gestão da coisa pública, o que aliás, em muitos casos, faz mal. Uma limitação como a de que se fala não é mais do que um acto dirigista que o mercado livre dispensa. Aquilo que eu chamo de comunice.
18.5.08
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